Blog e notícias
Blog

Inteligência artificial identifica 25 novos ímãs e pode reduzir uso de terras raras

Pesquisadores da University of New Hampshire utilizaram inteligência artificial para identificar dezenas de materiais magnéticos promissores, incluindo 25 compostos inéditos capazes de manter propriedades magnéticas em altas temperaturas — característica essencial para aplicações industriais. O estudo foi publicado na revista Nature Communications e representa um avanço relevante na busca por alternativas aos elementos de terras raras, considerados caros e estratégicos.

A pesquisa resultou na criação de um banco de dados com 67.573 compostos magnéticos catalogados, além da identificação de novos ímãs de alta temperatura. Por meio de modelos de IA treinados para analisar artigos científicos e extrair dados experimentais, os pesquisadores conseguiram prever com maior rapidez se determinados materiais apresentam magnetismo e até que temperatura mantêm essa propriedade.

Tradicionalmente, a descoberta de novos ímãs exige anos de testes laboratoriais, devido à enorme quantidade de combinações possíveis entre elementos químicos. Com o uso da inteligência artificial, o processo de triagem inicial tornou-se mais ágil e preciso. A iniciativa também levou à criação de uma plataforma pesquisável que organiza dados estratégicos para cientistas e engenheiros, facilitando o desenvolvimento de novos materiais.

Atualmente, os ímãs permanentes de alto desempenho dependem de elementos como neodímio e disprósio, minerais com oferta concentrada geograficamente e sujeitos a instabilidades de mercado. A substituição desses materiais pode gerar impactos econômicos, ambientais e geopolíticos, especialmente em setores como veículos elétricos, turbinas eólicas e dispositivos eletrônicos. Ao reduzir a dependência de terras raras, a tecnologia pode contribuir para baratear soluções de energia limpa e fortalecer a transição energética.

Além das aplicações industriais, o modelo de linguagem utilizado no estudo demonstra potencial para outras áreas científicas, como a digitalização e organização de acervos técnicos. O avanço reforça o papel da inteligência artificial como ferramenta estratégica na ciência dos materiais, acelerando descobertas que antes poderiam levar décadas.

Fonte: Nature Communications

Gostou? Compartilhe este artigo!

Acompanhe nosso Blog
Blog
Salão de Pequim: teste do Leapmotor A10, elétrico mais barato da mar...

O mercado brasileiro de veículos elétricos pode ganhar um novo concorrente ...

Blog
Veja os 5 carros elétricos mais baratos do Brasil em 2026

O mercado brasileiro de carros elétricos de entrada ficou ainda mais competi...

Blog
Carros elétricos aceleram no Brasil e atingem marca histórica de emp...

O mercado brasileiro de carros elétricos voltou a acelerar em abril e alcan...

Blog
Qual SUV tem manutenção mais barata: híbrido, elétrico ou a combus...

A comparação entre SUVs elétricos, híbridos e a combustão revela diferen...

Blog
Porto Alegre discute lei para garantir recarga de carros elétricos em...

Porto Alegre discute lei para garantir recarga de carros elétricos em condom...

Blog
Elétrico ou 1.0? Veja quanto custa rodar 100 km com cada um no Paran...

O avanço da mobilidade elétrica já é uma realidade no Paraná. Dados da A...

Blog
Novos pneus para carros elétricos prometem até 10% mais autonomia po...

A busca por maior autonomia nos veículos elétricos tem avançado além do d...

Blog
Os carros elétricos mais vendidos em março no Brasil

O mercado de veículos eletrificados no Brasil segue em forte expansão, e o ...

Fique por dentro das NOVIDADES!
Deixe seu e-mail aqui e comece a receber nossos conteúdos exclusivos.
©2024 Ecofortte. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Fresh Lab Agência de Marketing Digital