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O crescimento acelerado dos veículos eletrificados no Brasil está provocando uma transformação estrutural no mercado automotivo, especialmente no segmento de pós-vendas e reposição. Em apenas dois anos, a frota de veículos eletrificados mais que dobrou, alterando profundamente a dinâmica do aftermarket, que passa a assumir um papel estratégico em um cenário cada vez mais tecnológico, conectado e orientado por dados.
Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), entre janeiro e dezembro de 2025 foram emplacados 223.912 veículos eletrificados no país, um avanço de 138,4% em relação a 2023. Esse movimento amplia a complexidade da frota em circulação, impulsionada por sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), eletrificação e softwares embarcados, elevando as exigências técnicas para oficinas, mecânicos e fornecedores de autopeças.
A indústria de autopeças, que faturou R$ 256,7 bilhões em 2024, também acompanha esse avanço. De acordo com o Sindipeças, a expectativa é de crescimento de 6,5% em 2025, alcançando R$ 275,8 bilhões, e de mais 3% em 2026. Nesse novo contexto, o aftermarket deixa de ser majoritariamente mecânico e passa a demandar diagnósticos digitais, calibração de sensores, atualizações de software e mão de obra altamente qualificada.
A digitalização dos serviços automotivos exige investimentos em ferramentas avançadas, conectividade, gestão de dados e conformidade técnica. Questões como segurança, rastreabilidade e padronização ganham protagonismo, reforçando a importância de certificações e processos reconhecidos pelo setor.
Para o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, que atua promovendo padrões técnicos, certificações e capacitação profissional para preparar o aftermarket brasileiro para as novas exigências da mobilidade digital, qualidade e qualificação deixaram de ser diferenciais e tornaram-se requisitos essenciais para a competitividade e a segurança do setor.
Com a rápida evolução da tecnologia veicular, o chamado aftermarket inteligente já se consolida como realidade no Brasil, exigindo adaptação contínua, investimento em conhecimento e alinhamento às transformações da indústria automotiva.
Fontes: Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e IQA – Instituto da Qualidade Automotiva.
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