A partir de 18 de fevereiro de 2027, novos carros elétricos vendidos na UniÃ...
A partir de 18 de fevereiro de 2027, novos carros elétricos vendidos na União Europeia deverão contar com um Battery Passport, registro digital individual da bateria. O sistema, cujo cadastro central começou a operar em julho, reunirá informações sobre cada unidade, acessíveis por meio de um QR Code associado ao conjunto de células. A medida busca ampliar a rastreabilidade das baterias desde a fabricação até sua utilização e destinação final.
Entre os dados previstos estão composição química, capacidade, vida útil estimada e informações relacionadas à segurança, como o agente extintor indicado. Parte das informações, porém, terá acesso restrito. Dos 46 dados obrigatórios, 15 serão destinados a usuários com interesse legítimo, como oficinas e empresas de reciclagem. Nesse grupo estão informações relevantes para o mercado de usados, como o estado de saúde da bateria (SoH), ciclos de recarga e registros de eventos negativos, incluindo acidentes.
A iniciativa também pode transformar a forma como o consumidor avalia um carro elétrico usado. Diferentemente dos veículos a combustão, nos quais a quilometragem é um dos principais indicadores de desgaste, a condição da bateria depende de fatores como hábitos de recarga, temperatura e utilização de carregadores rápidos. Um estudo da Geotab com mais de 22 mil veículos elétricos apontou perda média de 2,3% da capacidade das baterias por ano, com maior degradação em determinadas condições de uso.
No Brasil, a desvalorização dos elétricos usados também tem sido influenciada pela rápida redução dos preços dos modelos novos e pelas estratégias comerciais das fabricantes. Nesse cenário, um histórico confiável sobre a condição da bateria poderia se tornar um importante instrumento para compradores, vendedores, oficinas e empresas do setor de mobilidade elétrica.
A União Europeia não é a única região a avançar nessa direção. A China também implementa um sistema de identificação e rastreamento de baterias para veículos elétricos e híbridos plug-in. Na Índia, há uma proposta de identificação digital semelhante. No Brasil, o tema está em discussão por meio do PL 2.132/2025, que prevê a criação de um passaporte de bateria e o acesso dos usuários a informações como ciclos de carga.
O projeto brasileiro também estabelece mecanismos de rastreabilidade e logística reversa para baterias de veículos elétricos e híbridos. Caso seja aprovado e posteriormente sancionado, as regras deverão ser implementadas após o período de 180 dias previsto no texto. A adoção de sistemas desse tipo pode contribuir para aumentar a segurança, facilitar a manutenção e dar mais transparência ao mercado de veículos eletrificados usados.
Fonte: UOL.
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