O avanço da mobilidade elétrica já é uma realidade no Paraná. Dados da A...
O avanço da mobilidade elétrica já é uma realidade no Paraná. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico indicam que o estado encerrou 2025 como o quinto maior mercado de veículos eletrificados leves no Brasil, com 14.024 unidades comercializadas. Na mesma linha, Curitiba também se destacou, ocupando a quinta posição entre os municípios, com 6.488 emplacamentos no período.
A evolução recente reforça essa tendência. Informações do Detran-PR mostram que os registros de veículos 100% elétricos saltaram de 2.736, em 2023, para 6.171 em 2025. Em 2026, apenas nos dois primeiros meses, já foram contabilizados 1.234 novos emplacamentos, sinalizando continuidade no ritmo de crescimento.
No aspecto econômico, especialistas apontam vantagens relevantes. Segundo análise acadêmica, o custo por quilômetro rodado pode ser até 70% menor em comparação a veículos a combustão quando a recarga é feita em casa. Para rodar 100 km, um elétrico pode custar entre R$ 13 e R$ 25, enquanto um modelo 1.0 a gasolina varia entre R$ 46 e R$ 65. Mesmo em recargas públicas rápidas, o valor médio segue competitivo, em torno de R$ 37,50.
A infraestrutura de recarga, no entanto, ainda exige atenção. Embora seja possível utilizar tomadas convencionais, o carregamento tende a ser mais lento. O uso de equipamentos dedicados, como wallbox, garante maior eficiência e segurança, mas demanda investimento inicial. Ainda assim, o impacto na conta de energia costuma variar entre R$ 150 e R$ 250 mensais, valor inferior ao gasto com combustíveis fósseis para uso equivalente.
Outro ponto relevante é a durabilidade das baterias. Diferente de dispositivos eletrônicos menores, as baterias automotivas mantêm entre 80% e 90% da capacidade após oito a dez anos de uso. As montadoras geralmente oferecem garantias de até oito anos ou 160 mil quilômetros, embora o custo de substituição completa ainda seja elevado fora desse período.
Por outro lado, o seguro de veículos elétricos tende a ser mais caro. Dados do setor indicam acréscimo de 10% a 15% em relação a modelos equivalentes a combustão, além de franquias mais altas e restrições em algumas seguradoras.
De forma geral, estudos apontam que o carro elétrico se torna mais vantajoso para usuários com uso urbano intenso e acesso à recarga doméstica. Já para quem realiza viagens frequentes de longa distância, a decisão ainda depende da expansão da infraestrutura de carregamento nas rodovias.
Além disso, o mercado oferece diferentes níveis de eletrificação. Os modelos BEV são totalmente elétricos, enquanto os PHEV combinam motor elétrico e combustão com recarga externa. Já os HEV e FHEV funcionam sem necessidade de tomada, utilizando regeneração de energia durante o uso.
O cenário indica que a eletrificação avança de forma consistente no estado, com impacto direto nos custos de operação, na infraestrutura urbana e no comportamento do consumidor.
Fonte: Tribuna do Paraná / ABVE / Detran-PR
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